Alguns contatos andaram me convidam para participar de um negócio chamado "meme". Houve até quem ficasse chateado porque ignorei os convites.
Há pessoas que ficam chateadas facilmente.
De fato, recusei-me a participar dos "memes" por uma questão de política pessoal.
Não participo de coisas que não sei o que são.
Se alguém me perguntasse o que é um "meme" naquelas brincadeiras de adivinhação, eu diria que é uma espécie de taturana peluda, só que mais nojenta.
É o que a sonoridade sugere aos meus ouvidos, fazer o quê?
"Ei, Alexis, vamos participar de uma taturana"?
Não é um tipo de convite que eu costume aceitar. Sorry.
Bem, meu tempo estava curto e só hoje fui pesquisar que diabos é um "meme".
É um assunto interessante. Mas que certamente não tem nada a ver, pelo menos diretamente, com aquelas correntes complicadíssimas de cola um banner aqui, indica cinco blogs ali, e cada novo blog indica mais cinco, e sei mais o quê.
Vale reproduzir um artigo sobre o assunto - fonte:
http://to-campos.planetaclix.pt/meme/meme2.htmMEMES |
| Foi o zoologista Richard Dawkins, de Oxford, que inventou o conceito de meme, no seu livro «O Gene Egoísta» (The Selfish Gene, Oxford University Press,1976). A «ciência dos memes» - a memética - procura estender o paradigma da evolução Darwiniana à cultura. |
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| A replicação dos memes é um aspecto central da evolução da cultura de mesmo modo que a dos genes o é para a evolução dos organismos. Um meme é uma unidade de informação que é portadora de um comportamento que influencia os acontecimentos de tal modo que mais cópias de si mesmo são criadas noutras mentes. O mecanismo de desseminação dos memes tem que ver com a imitação.O nosso comportamento global é ao mesmo tempo instintivo (dirigido por genes) e aprendido (dirigido por memes). Os memes que se desseminam mais facilmente e se tornam dominantes não são necessariamente os mais benéficos. São os «mais aptos» para a replicação. Muitas vezes têm que ver com coisas como o perigo, a alimentação e o sexo, o que faz com que accionem os nossos «botões evolucionários» e sejamos forçados a prestar-lhes atenção. |
| Os memes mais aptos podem, por isso, acabar por nos distrair e afastar daquilo que na realidade gostaríamos de fazer com a nossa vida. Tudo se passa de um modo que parece resultar de uma Grande Conspiração secreta. Mas, embora seja verdade que os senhores do marketing e da política «conspiram» contra os nossos interesses, a maioria dos memes prejudiciais parecem aparecer sem que haja propriamente «culpados». São os memes mais virulentos que nos controlam a todos, como se fossem entidades independentes de nós que se aproveitam parasiticamente da nossa tendência inata para copiar comportamentos. |
| E se um meme, «parasita» ou não, é o resultado da evolução de uma comprida linhagem de antepassados com sucesso, devemos esperar que seja bastante apto a conseguir autoreplicar-se. É o caso da linguagem que evolui porque tem ao mesmo tempo muita estabilidade e uma ligeira possibilidade de mudança - os pré-requesitos para uma evolução. Para já, os vírus dos computadores não evoluem mas, no futuro, talvez comecem a fazê-lo também. E talvez alguns se tornem úteis e «bons». |